quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Padaria

Na minha infância, a padaria era um lugar sagrado. Do pão aos picolés, passando pelos chocolates e chicletes, parte importante da minha mesada era gasta. Posso dizer que a banca de jornal e a padaria disputavam todo o meu dinheiro...
Economias? Só juntei até a minha primeira bicicleta. Foi uma aquisição suada, mas, apesar disso, subsidiada. Depois disso, os prazeres da vida não me deixaram juntar muita coisa... Chicletes, chocolates, picolés... Que saudades do Kri... Não venham me dizer que o Crunch é a mesma coisa! Pode até ser, mas o sabor que eu sentia no Kri não consigo com Lindt, Kopenhagen ou Godiva... Queria mesmo me acabar no Kri. Confesso que o Bis Extreme é a  melhor coisa que provei nos últimos anos, mas a minha consciência não me deixa comer um por dia...
Queria voltar a ir a padarias... Mas não só pelo pão. As padarias modernas têm pães gourmet, com fermentação natural e ingredientes orgânicos ou têm chefs franceses, com frutas rebuscadas e de cores exóticas. Queria de volta a minha padaria, com um pão francês para comer puro, comprado por unidade, sem balança, voltando pra casa com saco fervendo... E com o Kri no caixa... Com o Chikabon na geladeira. E com a minha infância do lado de cá... Sei que o tempo não volta, mas ser criança hoje em dia não deve ter a mesma graça...

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